Jeremias Gomes, de 33 anos, filho do ícone do reggae brasileiro Edson Gomes, comentou a repercussão do anúncio da participação do pai no Lollapalooza Brasil 2026. Para ele, a presença do artista baiano no festival internacional é um marco de reconhecimento e respeito ao legado construído ao longo de cinco décadas.
“A partir do momento em que foi divulgado, todo mundo sentiu um impacto muito grande. Todas as redes, todas as emissoras, todos os jornais. De fato, estão passando a não só reconhecer, mas também a respeitar um trabalho, um legado de um artista que ainda está em atividade, que ainda está dando shows, que ainda está na estrada”, afirmou Jeremias em entrevista ao Grupo A TARDE.
Aos 70 anos e com 50 de carreira, Edson Gomes se tornará o primeiro artista de reggae baiano e nordestino a integrar a line-up do Lollapalooza, que acontece no Brasil desde 2012. “Isso mostra a força desse artista, mostra que ele, de fato, é muito relevante e que a música dele ultrapassou várias gerações”, completou Jeremias.
O cantor dividirá o palco com nomes de peso da cena internacional, como Sabrina Carpenter, Doechii, Lorde, Tyler, The Creator e Chappell Roan. A notícia foi amplamente comemorada pelos fãs, que destacaram a trajetória de resistência de Edson Gomes, marcada por letras que denunciam desigualdade, racismo, violência policial e corrupção.
Entre os sucessos eternizados pelo artista estão Árvore, Camelô, Criminalidade e Campos de Batalha. Nas redes sociais, as mensagens de celebração foram unânimes: “Enfim, fizeram justiça com o nosso maior astro do reggae”, escreveu um internauta.
Edson Gomes se apresentou no Festival A TARDE FM – Foto: Raphael Muller | Ag. A TARDE