O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta terça-feira (23), durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e fez um alerta contundente sobre a crise do multilateralismo, o avanço do autoritarismo e a ameaça à democracia no mundo.
Lula destacou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por atentado contra o Estado Democrático de Direito e reforçou que a democracia e a soberania brasileiras são inegociáveis, ressaltando que a liberdade plena depende da redução das desigualdades e da garantia de direitos básicos.
No discurso, o presidente brasileiro abordou temas globais como a guerra entre Israel e Hamas, a crise entre Rússia e Ucrânia, e defendeu soluções negociadas para conflitos internacionais. Também pediu regulação da inteligência artificial, criticou a “terra sem lei” das redes sociais e elogiou a nova lei de proteção a crianças e adolescentes no Brasil.
O mandatário destacou a saída do país do Mapa da Fome e lançou a Aliança Global contra a Pobreza, defendendo menos gastos com guerras e mais investimentos em desenvolvimento. Na agenda climática, chamou a COP30 de “COP da verdade”, prometeu reduzir até 67% das emissões e anunciou o Fundo Florestas Tropicais.
Lula ainda reforçou a importância do diálogo na América Latina, defendeu a criação de um Estado palestino e homenageou Pepe Mujica e o Papa Francisco, lembrando suas contribuições humanistas.
O discurso completo reforça a visão do Brasil como uma nação independente, comprometida com a democracia, a paz, o desenvolvimento sustentável e a justiça social em escala global.
Foto: Timothy A.Clary/AFP