O Dia do Samba, comemorado nesta terça-feira (2), mobiliza apaixonados pelo ritmo em todo o Brasil — e em Salvador, berço de algumas das mais tradicionais rodas do país, a festa está garantida. Ao longo desta semana e durante todo o ano, pelo menos 28 eventos e espaços dedicados ao samba movimentam bairros do Centro Histórico às regiões mais periféricas da capital baiana.
Para quem quer entrar no clima, há opções para todos os gostos: rodas intimistas no Santo Antônio Além do Carmo, encontros clássicos no Pelourinho, samba de raiz no Garcia, além de programações em Itapuã, Rio Vermelho, Cajazeiras e outras áreas da cidade.
Onde curtir samba em Salvador
Centro / Cidade Baixa
- Clube do Samba — Pelourinho
- Samba do ÓPAÍÓ — Pelourinho
- Armazém do Campo — Pelourinho
- Samba de São Lázaro — Federação
- Samba do Quiabo — Feira de São Joaquim
- Velho Espanha — Barris
- Galpão Beer — Barris
- Batatinha Bar e Samba — Ladeira dos Aflitos
Santo Antônio Além do Carmo / Saúde / Garcia
- Boteco do Samba Music Hall — Santo Antônio
- A Marajuda — Santo Antônio
- Grupo Botequim — Santo Antônio
- Casa Di Rosa — Saúde
- Samba no Gogó — Garcia
- Casa de Pedra — Garcia
- D+ Bar e Restaurante — Garcia
Rio Vermelho / Saboeiro / Parque Bela Vista
- Só Shape — Rio Vermelho
- Eco — Rio Vermelho
- Jubiabar — Rio Vermelho
- Samba de Tonha — Rio Vermelho
- Bombar — Rio Vermelho
- Nu Quintal do Samba — Saboeiro
- Arena Parque Santiago — Parque Bela Vista
Itapuã / Acupe de Brotas / Cajazeiras 8
- Água de Pote — Itapuã
- Parada Obrigatória Boteco — Itapuã
- Samba da Resistência — Itapuã
- Sambinha da Conquista — Itapuã
- Petiscaria Quintal de Casa — Acupe de Brotas
- Pagode de Bamba — Cajazeiras 8
Por que o Dia do Samba é comemorado em 2 de dezembro?
A data marca o encerramento do 1º Congresso Nacional do Samba, realizado em 1962, no Rio de Janeiro. O encontro teve papel fundamental na defesa do samba como patrimônio cultural brasileiro. A iniciativa foi liderada pelo professor e folclorista baiano Edson de Sousa Carneira, que atuava na capital fluminense.
O congresso resultou na Carta do Samba, documento que oficializou a proposta de criar o Dia do Samba — celebrado desde então em 2 de dezembro. Em uma coincidência marcada pela memória afetiva do gênero, Edson Carneira faleceu exatamente dez anos depois, também no dia 2.
Com tantos eventos espalhados pela cidade e com uma história tão simbólica, Salvador reafirma sua relação profunda com o samba — ritmo que segue sendo celebração, identidade, resistência e poesia.