As festas de São João devem impulsionar a economia da Bahia em junho de 2026, com expectativa de crescimento nos setores de comércio, turismo e serviços. A projeção é da Fecomércio BA, que estima aumento médio de 4% nas vendas dos segmentos mais ligados ao período junino.
Entre os setores com maior expectativa de alta estão supermercados, lojas de vestuário, tecidos, armarinhos, bebidas e produtos típicos das festas juninas.
Neste ano, a realização da Copa do Mundo FIFA de 2026 durante o período junino deve ampliar ainda mais o consumo, fortalecendo a movimentação em bares, restaurantes, casas de eventos e confraternizações familiares.
Segundo a Fecomércio BA, o São João continua sendo um dos principais motores da interiorização da economia baiana, aumentando o fluxo de pessoas para cidades do interior e fortalecendo setores como hospedagem, alimentação, comércio regional e entretenimento.
No turismo, a expectativa é de crescimento de 3% em comparação com o mesmo período de 2025. Diferentemente de outros destinos do país, junho costuma ser um dos meses de maior movimentação turística na Bahia por causa das festas juninas.
O levantamento também aponta aumento nos custos relacionados ao período em 2026, principalmente nos setores de transporte e serviços. Entre os itens com maiores altas acumuladas em 12 meses até abril estão gasolina (+15,14%), passagens aéreas (+9,51%), ônibus intermunicipal (+9,02%) e hospedagem (+7,96%).
Já alguns produtos tradicionais das receitas juninas apresentaram queda nos preços, como açúcar cristal (-16,49%) e farinha de mandioca (-3,38%). Por outro lado, itens como mandioca (+11,41%) e carne-seca e de sol (+8,36%) ficaram mais caros.
A cesta de produtos e serviços ligados ao São João acumulou inflação de 6,64% na Região Metropolitana de Salvador nos últimos 12 meses até abril, índice acima da inflação média geral do período.
Para Kelsor Fernandes, a combinação entre tradição cultural e o impacto da Copa do Mundo deve fortalecer a economia baiana ao longo do mês de junho.