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Doença de Creutzfeldt-Jakob: entenda condição neurológica rara diagnosticada em Lito Sousa

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O piloto e influenciador Lito Sousa voltou a chamar atenção nas redes sociais após sua esposa, Mila Seidl, compartilhar uma atualização sobre seu estado de saúde. Ele foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, progressiva e atualmente sem cura.

Segundo Mila, Lito já apresenta perda significativa dos movimentos, embora permaneça consciente e lúcido. “Nas últimas semanas ele já perdeu bastante movimento, mas a lucidez dele ainda está íntegra”, relatou.

O diagnóstico ocorre enquanto o piloto também enfrenta um câncer de próstata, condição que havia sido revelada por ele em julho.

O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob?

A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma enfermidade neurodegenerativa rara e grave que provoca uma deterioração rápida e progressiva do cérebro.

A condição está associada aos príons, proteínas que assumem uma forma anormal e podem induzir outras proteínas a sofrerem alterações semelhantes. Esse processo provoca danos progressivos às células e ao tecido cerebral.

Entre os sintomas que podem aparecer ao longo da evolução da doença estão perda rápida de memória e outras capacidades cognitivas, alterações de comportamento e personalidade, confusão mental, dificuldades para falar e se movimentar, falta de coordenação e equilíbrio, movimentos involuntários e alterações na visão.

Com a progressão do quadro, o paciente pode perder a capacidade de se comunicar e de realizar atividades básicas do cotidiano.

Doença não tem cura

Atualmente, não existe tratamento capaz de curar ou interromper a progressão da doença de Creutzfeldt-Jakob. A assistência médica é direcionada principalmente ao controle dos sintomas e aos cuidados de suporte, buscando proporcionar conforto e qualidade de vida ao paciente.

A evolução da DCJ costuma ser rápida e, em muitos casos, ocorre ao longo de meses.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser complexo, já que os sintomas podem inicialmente ser confundidos com os de outras doenças neurológicas. Por isso, os médicos analisam o quadro clínico e utilizam uma combinação de exames.

Entre os procedimentos que podem auxiliar na investigação estão a ressonância magnética do cérebro, o eletroencefalograma e a análise do líquido cefalorraquidiano obtido por punção lombar.

Testes especializados, como o RT-QuIC, também podem detectar sinais associados aos príons e, quando avaliados em conjunto com os sintomas e outros exames, permitem alcançar alto grau de certeza diagnóstica ainda em vida.

Por ser uma doença rara e de rápida progressão, alterações neurológicas que evoluem de forma acelerada, como perda cognitiva, dificuldades motoras, problemas de coordenação ou movimentos involuntários, precisam de avaliação médica especializada.

Foto: Reprodução/Instagram

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