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Cultura

Arte em movimento: exposição em Salvador desafia o público a ver a cidade de outro jeito

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A CAIXA Cultural Salvador abre as portas nesta sexta-feira (14), às 19h, para a exposição “Lugar Nenhum é Logo Ali”, parte do Play Festival, que chega pela primeira vez à capital baiana. Com entrada gratuita até 8 de fevereiro de 2026, o projeto propõe uma imersão sensorial e reflexiva sobre as conexões entre arte, cidade e educação, por meio de obras interativas e atividades abertas ao público.

Idealizado pela curadora Tathiana Lopes, o festival nasceu no Rio de Janeiro em 2023 e agora ocupa Salvador com a proposta de ser “uma plataforma livre de acesso às artes”. Segundo ela, a mostra busca transformar a própria galeria em um espaço de trânsito, onde as ruas e os corpos da cidade atravessam as paredes institucionais.

“Queremos discutir o que é o espaço público e o que é o espaço institucional, e como os corpos se deslocam entre eles”, explica Tathiana.

Com 18 obras, sendo quatro inéditas, a exposição reúne nomes como Vik Muniz, Marepe, Milena Ferreira, Mano Penalva, Laís Machado e Maxim Malhado, artistas de diferentes gerações e vivências de Salvador. As obras convidam o público a brincar, circular e interagir com o espaço, transformando a visita em uma experiência física e poética.

A artista Milena Ferreira apresenta duas obras, Das Coisas que a Terra Não Come e A Paisagem Nunca Tá Pronta, esta última uma instalação de 12 metros de extensão.

“Uso materiais de construção e fragmentos de casas para falar sobre presença, ausência e memória. São materiais brutos, mas o resultado é sensível — quero que o público atravesse e se reconheça ali”, comenta.

Laís Machado traz Água Fóssil e Deriva Sonora, obras que abordam os rios soterrados de Salvador e o “Caminho das Águas”.

“Salvador é conhecida como a cidade de Oxum, mas das 14 bacias hidrográficas, só duas ainda estão vivas. Quero transformar a escuta em uma ferramenta política e poética”, diz a artista.

O brincar como fio condutor

Mais do que um tema, o brincar é a essência da mostra. Tathiana Lopes propõe uma experiência lúdica e libertadora, em que o público se torna coautor da exposição:

“É uma exposição para ser vivida, não apenas observada. O corpo conduz o encontro com as obras. O primeiro contato é leve, mas as camadas mais profundas provocam reflexões sobre a cidade e suas diversidades”, afirma.

Ela também ressalta o valor do tempo e da presença:

“Tudo é muito urgente hoje. Aqui é o contrário — é uma exposição para gastar tempo, circular e se deixar tocar pelas obras.”

Oficinas e encontros

No sábado (15), a programação se estende com oficinas, rodas de conversa e visitas mediadas. Entre as atividades, estão as oficinas Abrindo Letras, com Maxim Malhado (10h), e Das Coisas que a Terra Não Come, com Milena Ferreira (11h30). Às 14h, ocorre uma visita guiada com Tathiana Lopes, seguida de rodas de conversa sobre a mostra e sobre “A cidade como território educativo”. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da CAIXA Cultural Salvador.

Com arte, diálogo e experimentação, o Play Festival faz de Salvador um grande espaço de escuta, invenção e movimento — um convite para repensar a cidade a partir do corpo, da infância e da imaginação.

📍 Play Festival — Exposição “Lugar Nenhum é Logo Ali”
🗓 Abertura: sexta-feira (14), às 19h
🏛 Local: CAIXA Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57, Centro)
🕒 Visitação: terça a domingo, das 9h às 17h30, até 8 de fevereiro de 2026
🎟 Entrada gratuita | Classificação livre
💬 Atividades formativas: sábado (15)
📱 Mais informações: @CaixaCulturalSalvador | @playfestival.art

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