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Erika Hilton reage a falas transfóbicas de Ratinho e caso vai ao MPF

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O apresentador Ratinho gerou forte repercussão após comentar, ao vivo em seu programa no SBT, a eleição da deputada federal Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

Durante a atração exibida na noite de quarta-feira (11), o comunicador criticou a escolha da parlamentar do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-SP) para comandar o colegiado. Ratinho afirmou que, em sua opinião, não seria “justo” que uma mulher trans ocupasse o cargo e disse acreditar que a função deveria ser exercida por alguém que “nasceu mulher”.

No programa, o apresentador também declarou que, para ser mulher, seria necessário “ter útero” e “menstruar”, além de questionar se a parlamentar seria “deputada ou deputado”. As falas repercutiram rapidamente nas redes sociais e foram classificadas por críticos e ativistas como transfóbicas.

A declaração ocorreu pouco depois da confirmação do nome de Erika Hilton para presidir a comissão responsável por discutir políticas públicas voltadas aos direitos das mulheres no Legislativo federal, um cargo considerado simbólico nas disputas políticas e ideológicas sobre gênero e representatividade.

Reação de Erika Hilton

Após a repercussão das declarações, Erika Hilton informou que acionou o Ministério Público Federal para investigar o apresentador e o SBT por possíveis declarações transfóbicas. A parlamentar também solicitou a abertura de um inquérito civil e a eventual apresentação de uma ação civil pública com pedido de indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti.

Uma das primeiras mulheres trans eleitas para a Câmara dos Deputados, Hilton afirma que discursos desse tipo buscam deslegitimar sua atuação política. Nos últimos anos, a deputada já acionou a Justiça em outras ocasiões após episódios de ataques e ofensas transfóbicas.

O caso reacendeu o debate no país sobre identidade de gênero, representação política e os limites do discurso público. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal decidiu que atos de transfobia podem ser enquadrados como crime de racismo, ampliando a responsabilização legal em casos de discriminação contra pessoas trans.

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