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Margareth Menezes transforma o Carnaval 2026 em celebração afro pop e marca os 25 anos de um álbum histórico

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O Carnaval de 2026 tem significado especial para Margareth Menezes. Dona de uma das vozes mais potentes da música brasileira, a artista baiana celebra os 25 anos do álbum Afro pop brasileiro, disco lançado em 2001 que revitalizou sua carreira e consolidou um movimento estético, musical e político fundamental para o Carnaval de Salvador.

Após despontar nacionalmente em 1987 com o clássico “Faraó (Divindade do Egito)”, Margareth viveu um período de menor produção fonográfica na segunda metade dos anos 1990, quando chegou a ficar sem lançar álbuns. A retomada veio com força no início do novo milênio. Afro pop brasileiro recolocou a cantora no centro da cena, impulsionado pelo sucesso de “Dandalunda”, canção de Carlinhos Brown que se tornou um marco de sua trajetória.

Enquanto se prepara para comemorar 40 anos de carreira em 2027, a ministra da Cultura do governo Lula aproveita a pausa na agenda institucional para ocupar as ruas de Salvador e reafirmar sua militância artística no Carnaval, celebrando o movimento afro pop brasileiro iniciado há 25 anos.

A abertura das comemorações aconteceu no sábado, 31 de janeiro, no projeto “Maga convida”. O show lotou o Candyall Guetho Square, em Salvador, e reuniu nomes emblemáticos da música e da cultura afro-baiana, como Carlinhos Brown, Gilberto Gil, Nabiyah Be — filha do cantor jamaicano Jimmy Cliff (1944–2025) — além de blocos afros como Olodum, Ilê Aiyê, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy, Banda Didá, Muzenza e Malê Debalê.

Respeitada por todos os blocos afros da Bahia, Margareth Menezes construiu essa relação não apenas pela defesa histórica do samba-reggae, mas principalmente por ter articulado, a partir do álbum Afro pop brasileiro, um movimento de valorização dessas instituições culturais, reconhecidas como pilares da ancestralidade negra no Carnaval de Salvador e além da folia.

Esse posicionamento ganhou ainda mais relevância nos últimos 15 anos, período em que a axé music perdeu espaço no protagonismo carnavalesco para o pagodão baiano. Margareth, intérprete definitiva de clássicos como “Faraó” e “Uma história de Ifá (Elegibô)”, segue travando uma batalha cultural e política para garantir visibilidade, reconhecimento e centralidade aos blocos afros na festa.

A agenda da cantora no Carnaval 2026 reforça esse compromisso. Após cinco anos, Margareth retorna ao comando do bloco Os Mascarados, com desfile marcado para quinta-feira, 12 de fevereiro, no Circuito Barra-Ondina. No sábado, 14 de fevereiro, ela puxa pelo terceiro ano consecutivo o Trio da Cultura, no mesmo circuito, com participações especiais das cantoras Josyara e Luedji Luna.

Na terça-feira, 17 de fevereiro, Margareth se apresenta pelo segundo ano seguido no Circuito Campo Grande. A programação inclui ainda uma participação especial no Navio Pirata da BaianaSystem, que ancorará na Barra na sexta-feira, 13 de fevereiro.

Entre música, memória e militância, Margareth Menezes transforma o Carnaval de 2026 em palco de celebração e resistência, reafirmando o legado do afro pop brasileiro que ajudou a construir há 25 anos — agora mais vivo e necessário do que nunca.

 Foto: Victor Fernandez 

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