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Cultura

Guitarra baiana pode virar patrimônio cultural da Bahia em reconhecimento histórico

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Símbolo marcante do Carnaval de Salvador ao lado do trio elétrico, a guitarra baiana pode conquistar um reconhecimento oficial inédito. Um projeto de lei apresentado pela deputada estadual Ludmilla Fiscina propõe transformar o instrumento em Patrimônio Imaterial Cultural do Estado da Bahia.

A iniciativa foi publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa da Bahia nesta terça-feira (17) e também inclui as práticas culturais associadas ao instrumento, reforçando sua importância histórica e artística.

Criada na década de 1940 pelos músicos Dodô e Osmar Macêdo, a guitarra baiana surgiu inicialmente com o nome de “pau elétrico”. O instrumento, que mistura características do cavaquinho e do bandolim, foi desenvolvido sem caixa de ressonância, o que permitiu amplificação sonora sem microfonia — uma inovação crucial para a época.

Segundo o projeto, essa criação foi fundamental para o surgimento do trio elétrico, revolucionando o Carnaval de rua e transformando a forma como a música era levada ao público.

Com o passar dos anos, o instrumento evoluiu. Na década de 1970, ganhou o nome atual pelas mãos de Armandinho Macêdo, que adicionou uma quinta corda e novos recursos sonoros, ampliando sua versatilidade para estilos como frevo, chorinho, axé e até sonoridades contemporâneas — como as exploradas pelo grupo BaianaSystem.

Na justificativa, a deputada destaca que a guitarra baiana é a “alma do trio elétrico” e um símbolo da criatividade e da alegria que marcaram profundamente a Música Popular Brasileira.

O projeto agora segue para análise nas comissões temáticas da Assembleia antes de ser levado à votação em plenário.

Foto: Rafaela Araújo | Ag. A TARDE

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