Senador integrou equipe de defesa de PMs acusados de participação em uma emboscada no Rio de Janeiro; entre as vítimas estavam um porteiro e um entregador apontados como inocentes pela investigação.
A atuação de Flávio Bolsonaro (PL) na defesa de policiais militares acusados de homicídio no Rio de Janeiro vai além do caso de Ana Clara Gomes Machado, menina de 5 anos morta por um disparo de fuzil em Niterói. Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o senador também integrou a equipe jurídica de quatro PMs acusados pelas mortes de quatro homens na comunidade do Vidigal, na Zona Sul da capital fluminense.
O processo chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde a defesa buscou impedir que os policiais fossem submetidos a júri popular. Entre as vítimas estavam o porteiro Cláudio Henrique Nascimento de Oliveira, de 24 anos, e o entregador de supermercado Marcos Guimarães da Silva, de 51, identificados como inocentes nas investigações.
Investigação apontou emboscada e disparos de fuzil
Os policiais envolvidos são os cabos Pedro Jeremias Lemos Pinheiro, Victor Barcelleiro Batista e Rafael Nascimento Rosa, além do sargento Ricardo de Moraes Mattos. Todos integravam o Grupamento de Intervenção Tática (GIT) da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).
Na versão apresentada pelos agentes, houve uma troca de tiros com criminosos em um beco do Vidigal. Após o suposto confronto, quatro homens teriam sido encontrados feridos e encaminhados ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde chegaram sem vida.
Entretanto, a investigação da Polícia Civil apresentou uma dinâmica diferente.
De acordo com os investigad