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Cultura

Festa de Oxumarê será tema de desfile na Sapucaí no Carnaval de 2027

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Celebração tradicional de Salvador será homenageada pela Unidos do Jacarezinho e levará fé, ancestralidade e resistência para a avenida

Uma das mais tradicionais celebrações religiosas de Salvador será homenageada no Carnaval do Rio de Janeiro em 2027. A Festa de Oxumarê, conhecida como Ajodun e realizada pela Casa de Oxumarê, foi escolhida como tema do desfile da Unidos do Jacarezinho.

A celebração reúne fé, ancestralidade, memória e resistência e é realizada pela Casa de Oxumarê, um dos mais tradicionais terreiros de candomblé da Bahia. Há quase dois séculos, a instituição preserva saberes, práticas e tradições das religiões de matriz africana em Salvador.

A escola de samba levará a história e os elementos da celebração baiana para a Marquês de Sapucaí no desfile marcado para sexta-feira, 5 de fevereiro. A Unidos do Jacarezinho será a segunda agremiação a entrar na avenida.

Para Babá Pecê, atual babalorixá da Casa de Oxumarê, a escolha representa uma oportunidade de ampliar o alcance da história e das tradições preservadas pelo terreiro.

“Eu me sinto muito feliz em ver Oxumarê sendo reverenciado para além dos muros do nosso terreiro”, afirmou.

“O Ajodun é uma celebração de fé, ancestralidade, memória e resistência, que há gerações reúne pessoas em torno da força e da tradição de Oxumarê. Ver essa festa ganhar uma dimensão tão grande a ponto de se tornar tema de uma escola de samba e chegar à Sapucaí é motivo de muita alegria e, sobretudo, de orgulho”, completou Babá Pecê.

A expectativa é que o desfile apresente símbolos, histórias e elementos relacionados a Oxumarê por meio da linguagem do Carnaval. A homenagem levará para a Sapucaí uma manifestação que integra a tradição religiosa e cultural de Salvador.

A escolha do Ajodun como enredo também reforça a presença das tradições de matriz africana no Carnaval e amplia a projeção nacional da Casa de Oxumarê.

Para Babá Pecê, o desfile será ainda uma oportunidade para que essa ancestralidade seja “conhecida e respeitada por ainda mais pessoas”.

Foto: André Souza

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