O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira inaugura, nesta quinta-feira (30), às 19h, o Jardim das Esculturas, novo espaço permanente localizado no Centro Histórico de Salvador.
A área externa, que anteriormente funcionava como uma Delegacia de Jogos e Costumes, foi transformada em um ambiente voltado à arte e à convivência, ressignificando um espaço historicamente associado ao controle de manifestações culturais.
O jardim reúne espécies vegetais ligadas a tradições afro-brasileiras, além de um programa contínuo de esculturas e iniciativas sustentáveis, como captação de água da chuva e criação de abelhas sem ferrão.
A inauguração acontece junto à exposição Padê Onã – Encontrar Caminhos, do artista Sandro Aiyê, que apresenta sete esculturas de grande porte produzidas em madeira de demolição e inspiradas na simbologia de Exu.
As obras exploram elementos como escala, equilíbrio e permanência, mantendo visíveis as marcas do tempo na matéria-prima. A proposta estabelece uma relação entre memória e materialidade, ao mesmo tempo em que convida o público a novas interpretações.
A mostra utiliza a figura de Exu como símbolo de movimento, mediação e abertura de caminhos, buscando ampliar o entendimento sobre sua representação e combater visões estigmatizadas.
O título da exposição também reforça essa ideia: “Padê”, associado à abertura, e “Onã”, termo de origem iorubá que significa caminho, remetem à construção de novas possibilidades no espaço.
A programação de estreia inclui apresentações musicais e discotecagem, integrando arte, natureza e público no novo espaço cultural.
Foto: Daniel Cerqueira / Divulgação