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Bolsonaro é internado na UTI com broncopneumonia em Brasília, aponta boletim médico

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O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira.

De acordo com a equipe médica, exames confirmaram diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. O boletim afirma que o quadro tem “provável origem aspirativa”. O tratamento inclui antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.

Bolsonaro foi levado ao hospital após apresentar calafrios e episódios de vômito. Segundo o comunicado médico, ele chegou à unidade com febre alta e queda na saturação de oxigênio. O documento é assinado pelos médicos Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e Allisson B. Barcelos Borges.

De acordo com o comandante Allenson Nascimento Lopes, o ex-presidente teve um mal-estar súbito enquanto estava em sua cela. A equipe médica do presídio foi acionada e decidiu pela remoção imediata para atendimento hospitalar.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal mantenha vigilância permanente na entrada da área do hospital onde Bolsonaro está internado. A ordem prevê presença de agentes 24 horas por dia e proíbe a entrada de aparelhos eletrônicos no local.

Moraes também autorizou que Michelle Bolsonaro acompanhe o ex-presidente durante a internação. Filhos do ex-chefe do Executivo e a enteada Letícia Bolsonaro também receberam permissão para realizar visitas.

Após visitar o pai, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias. “O mínimo que ele deveria ter é essa domiciliar humanitária, em casa, onde possa ter cuidado permanente da família e assistência técnica”, afirmou a jornalistas.

A última internação de Bolsonaro havia ocorrido no período do Natal, quando passou por uma cirurgia de hérnia. Desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, ele já foi submetido a diversas cirurgias relacionadas às sequelas do ferimento. Segundo seus advogados, pedidos de prisão domiciliar vêm sendo apresentados desde a prisão ocorrida em novembro, mas foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes.

Foto: Agência Brasil

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