O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que o condenou a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. A decisão também prevê 50 dias-multa, a perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal e a inelegibilidade por oito anos.
A condenação foi baseada na acusação de tentativa de interferência no julgamento que responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro por envolvimento em uma suposta trama golpista. Após a decisão, Eduardo afirmou que pretende levar o caso a autoridades internacionais, incluindo o governo dos Estados Unidos.
“Certamente, eu levarei à Casa Branca, ao Departamento de Justiça, ao Congresso americano, falarei com todos os congressistas que são nossos aliados e temos interlocução, porque isso é uma afronta ao governo dos EUA”, disse ao portal Metrópoles.
Ele também questionou decisões de outros países em comparação ao Brasil, afirmando: “Será que realmente só o Brasil está certo? Estados Unidos, Itália, Espanha, Argentina e até mesmo a Polônia, estão todos errados?”
Reação e discurso político
Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende buscar apoio político em setores ligados ao Partido Republicano nos Estados Unidos para pressionar o Judiciário brasileiro e ampliar a repercussão internacional do caso.
O ex-deputado também defendeu uma mudança no cenário político nacional como forma de conter o que chamou de “ativismo judicial”. Segundo ele, seria necessária uma nova composição no Congresso e no Executivo para “colocar limites” ao STF.
“Temos que virar essa página do país, colocar um novo governo, um novo Congresso para segurar esse STF perseguidor”, concluiu.
O caso segue repercutindo no meio político e deve gerar novos desdobramentos nos próximos dias.
Foto: Zeca Ribeiro