A médica Karin Ellen Veldkamp, responsável pelo tratamento de um dos pacientes diagnosticados com Hantavírus nos Países Baixos, afirmou que o vírus identificado entre passageiros do navio MV Hondius não apresenta o mesmo nível de transmissão da COVID-19.
Em entrevista à AFP, a chefe de doenças infecciosas do Centro Médico Universitário de Leiden destacou que, apesar da possibilidade de transmissão entre pessoas, o hantavírus não se espalha com facilidade.
“Não é como a covid. A transmissão é muito mais difícil”, afirmou a especialista, acrescentando que a unidade hospitalar está preparada para receber novos pacientes, caso seja necessário.
A Organização Mundial da Saúde confirmou nesta quinta-feira (7) cinco infecções ligadas ao cruzeiro. Segundo Veldkamp, os pacientes são mantidos em isolamento, acompanhados por equipes treinadas e submetidos a rígidos protocolos de controle sanitário.
A médica explicou que o isolamento permanece enquanto os pacientes apresentam sintomas. Após melhora clínica, exames são realizados para confirmar se o vírus ainda está ativo.
O surto no navio já deixou três mortos desde o início da viagem: um casal holandês e um cidadão alemão. A operadora Oceanwide Expeditions informou que três passageiros foram retirados da embarcação para tratamento médico na Holanda.
Entre os pacientes estão um britânico, um alemão de 65 anos e um tripulante holandês de 41 anos. Dois deles chegaram ao país europeu em estado grave.
A embarcação partiu da Argentina no mês passado com destino a Cabo Verde e agora segue rumo às Ilhas Canárias, na Espanha.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco do surto para a população em geral ainda é considerado baixo, embora a entidade acompanhe relatos de possíveis novos casos devido ao longo período de incubação do vírus.
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