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Pesquisa Quaest: rejeição a Flávio Bolsonaro chega a 68% entre beneficiários do Bolsa Família; Lula tem 62%

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Levantamento aponta mudanças nas intenções de voto e aumento da preocupação com o retorno da família Bolsonaro ao poder entre eleitores que recebem o benefício social.

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21), revela mudanças no comportamento dos eleitores que recebem o Bolsa Família na disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo os dados apresentados, Lula passou de 60% para 62% das intenções de voto entre os beneficiários do programa, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 31% para 27% no mesmo grupo, em comparação com a semana anterior.

Entre os eleitores que não recebem o Bolsa Família, os percentuais permaneceram estáveis, indicando que as principais mudanças registradas pelo levantamento ocorreram entre os beneficiários do programa social.

Rejeição a Flávio Bolsonaro chega a 68% entre beneficiários

Um dos dados de destaque da pesquisa é a diferença nas taxas de rejeição dos candidatos.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, 68% afirmaram rejeitar Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores que não recebem o benefício, o percentual é de 48%.

No caso de Lula, o cenário é diferente: a rejeição ao presidente chega a 27% entre os beneficiários e sobe para 53% entre aqueles que não participam do programa.

Os números mostram diferenças importantes no comportamento eleitoral dos dois grupos, especialmente em relação à avaliação dos candidatos.

Temor da volta da família Bolsonaro cresce entre eleitores

A Quaest também perguntou aos entrevistados qual cenário político provoca maior preocupação: a continuidade do governo Lula ou o retorno da família Bolsonaro ao poder.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, 63% afirmaram temer mais a volta da família Bolsonaro, percentual superior aos 58% registrados na semana anterior.

Já a parcela que demonstrou maior preocupação com a continuidade do governo Lula caiu de 29% para 23% no mesmo período.

O resultado indica uma mudança nas preocupações declaradas por esse segmento do eleitorado, embora a pesquisa, por si só, não permita determinar quais fatores motivaram essa alteração.

Pesquisa espontânea revela aumento de eleitores sem preferência declarada

Outro dado que chama atenção aparece na pesquisa espontânea, modalidade em que os entrevistados indicam seus candidatos sem receber uma lista prévia de nomes.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, o percentual de entrevistados que não declararam uma preferência passou de 7% para 19% em apenas uma semana.

Entre aqueles que não recebem o benefício, o índice também aumentou, passando de 8% para 12%.

O crescimento desse grupo revela uma mudança nas respostas espontâneas dos eleitores e acrescenta uma variável importante à análise da disputa presidencial.

Quaest ouviu mais de 2 mil eleitores

A pesquisa Quaest entrevistou 2.154 eleitores entre os dias 17 e 20 de outubro de 2026.

O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-08535/2026, com margem de erro geral de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Os resultados apresentados para os beneficiários do Bolsa Família correspondem a um recorte específico da amostra, cuja margem de erro pode ser maior que a margem geral.

A pesquisa mostra diferenças nas intenções de voto, nas taxas de rejeição e nas preocupações políticas entre beneficiários e não beneficiários do programa social, em um momento decisivo da campanha presidencial.

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