A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a superar a desaprovação pela primeira vez desde dezembro de 2024, segundo a sétima rodada da pesquisa Genial/Quaest de 2026. O levantamento mostra que 48% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 47% desaprovam.
O desempenho do presidente também melhorou na corrida eleitoral. Na pesquisa espontânea, Lula aparece com 26% das intenções de voto, três pontos a mais que no levantamento anterior. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) recuou de 17% para 14%. Outros nomes somam 5%, Jair Bolsonaro registra 1% e 54% dos entrevistados disseram estar indecisos.
No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 28%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Outros candidatos somam 4%, enquanto 11% dos entrevistados estão indecisos e 8% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas.
Em uma simulação de segundo turno, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 45% a 37%. Em relação ao levantamento de abril, o presidente avançou cinco pontos percentuais, enquanto o senador perdeu cinco, registrando queda principalmente entre eleitores da direita não bolsonarista e da direita bolsonarista.
Segundo a pesquisa, propostas como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, o programa Desenrola 2.0 e o projeto que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 ajudaram a impulsionar a avaliação positiva do governo. O fim da escala 6×1, por exemplo, conta com aprovação de 69% dos entrevistados.
O cientista político Felipe Nunes, fundador e diretor da Quaest, afirmou que o alto índice de desconhecimento de possíveis candidatos da oposição contribui para a vantagem de Lula neste momento. De acordo com o levantamento, Ronaldo Caiado é desconhecido por 44% dos entrevistados, Romeu Zema por 50% e Renan Santos por 77%.
A pesquisa também aponta que o embate público entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro teve reflexos na imagem do senador. Segundo o levantamento, 42% dos entrevistados disseram concordar mais com Michelle, enquanto 18% afirmaram se identificar mais com Flávio. Entre eleitores da direita não bolsonarista, a intenção de voto no senador caiu de 82% para 74%.
Outro tema analisado foi a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT) no caso Banco Master. Para 37% dos entrevistados, o episódio pode ter um impacto muito negativo sobre a campanha de Lula, enquanto 25% avaliam que o efeito seria pequeno. Já 22% acreditam que o caso não terá impacto negativo.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026, a pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Foto: Ricardo Stuckert/PR