Comentarista chamou a Bahia de “câncer do Brasil” e fez declarações contra baianos após o resultado do primeiro turno das Eleições 2026
A Polícia Civil da Bahia instaurou um procedimento para investigar declarações feitas pelo comentarista político Rodrigo Constantino contra a Bahia e a população baiana após o resultado do primeiro turno das Eleições 2026.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Constantino chamou a Bahia de “câncer do Brasil” e fez uma série de críticas ao estado e aos baianos.
Em nota divulgada nesta terça-feira (6), a Polícia Civil informou que vai apurar as circunstâncias das declarações e possíveis responsabilidades relacionadas à publicação.
Segundo a corporação, o procedimento foi instaurado para investigar a divulgação do vídeo em que a Bahia é chamada de “câncer do Brasil”, além de “outras manifestações de possível caráter discriminatório contra a população baiana”.
As diligências seguem sob acesso restrito para preservar a apuração. Em nota, a Polícia Civil afirmou ainda que mantém o compromisso com o enfrentamento à discriminação e com uma atuação “técnica, imparcial e pautada na legalidade”.
Declarações contra a Bahia
No vídeo que motivou a investigação, Constantino atacou os baianos e relacionou o resultado eleitoral no estado a políticos ligados ao PT.
“Baianos, com todas as boas exceções, em geral, vocês são uma vergonha para o Brasil”, declarou o comentarista. Na sequência, mencionou senadores e o governador eleitos no estado e fez referência ao caso envolvendo Daniel Vorcaro.
Constantino também direcionou críticas a Salvador e relatou experiências que teria tido no interior baiano. Em uma das declarações, afirmou ter ficado “chocado” ao encontrar pessoas em bares durante uma manhã de segunda-feira e acrescentou: “Ninguém quer trabalhar”.
Além do vídeo, o comentarista publicou outras mensagens nas redes sociais com críticas à Bahia e a outros estados do Nordeste.
Em uma das publicações, escreveu: “O Brasil precisa de mais Paraná e menos Bahia, de mais Santa Catarina e menos Ceará!”.
A Polícia Civil não divulgou, até o momento, detalhes sobre as próximas etapas da investigação.
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