O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu o Brasil com a Índia ao comentar, nesta segunda-feira (5), a eleição presidencial brasileira. A publicação foi feita na plataforma Truth Social e corrigida horas depois.
Na mensagem, Trump destacou a rapidez da apuração dos votos no Brasil, mas não mencionou nenhum dos candidatos que avançaram para o segundo turno: o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, NO MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e várias outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem fraudados – quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!!”, escreveu Trump.
Além de elogiar a velocidade da apuração brasileira, o presidente norte-americano usou a publicação para voltar a criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos. As cidades citadas por Trump são administradas por democratas.
A manifestação ocorre a poucas semanas das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, nas quais os republicanos buscam manter o controle do Congresso. Trump já havia afirmado anteriormente que acompanha “bem de perto” a eleição brasileira, mas evitou declarar apoio a qualquer um dos candidatos.
Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, equivalente a 56.104.503 votos. Lula obteve 45,16%, com 53.879.538 votos.
No segundo turno, os eleitores decidirão quem comandará o país pelos próximos quatro anos.
Caso seja eleito, Flávio Bolsonaro, de 45 anos, tomará posse em 5 de janeiro de 2027, ocupando o cargo que pertenceu a seu pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Uma eventual vitória de Lula, aos 81 anos, representará seu quarto mandato presidencial e fará dele o primeiro brasileiro a ocupar a Presidência da República por quatro mandatos.
Foto: Kevin Lamarque/Reuters